De onde vem a receita do shopping

Escrito por Grupo Ease

Quando se fala em shopping center, muitas pessoas imaginam que a receita do empreendimento vem apenas do aluguel das lojas. Na prática, o modelo de negócio é muito mais complexo. Um shopping opera com uma combinação de receitas: locação, serviços, mídia, estacionamento e outras receitas acessórias para sustentar sua rentabilidade.

Entender de onde vem a receita do shopping é essencial para gestores, investidores, administradoras e profissionais do setor, especialmente em um cenário em que a diversificação de receitas se tornou um fator estratégico para a saúde financeira do empreendimento.

Neste artigo, você vai conhecer as principais fontes de receita de um shopping center e entender como a tecnologia ajuda a controlar cada uma delas.

Aluguel mínimo

O aluguel mínimo é a principal receita do shopping e a base financeira da maioria dos shopping centers. Ele é definido em contrato e pago mensalmente pelos lojistas, independentemente do volume de vendas.

Essa receita oferece previsibilidade de caixa e permite ao shopping planejar despesas operacionais, manutenção, segurança e investimentos.

O valor do aluguel varia conforme fatores como:

  • localização da loja;
  • metragem;
  • tipo de operação;
  • fluxo da área;
  • atratividade do ponto comercial.

Em muitos empreendimentos, o aluguel mínimo representa a maior parcela da receita recorrente.

Aluguel percentual

Além do aluguel mínimo, é comum existir o aluguel percentual, calculado sobre o faturamento da loja quando ele supera determinado valor contratual. Esse modelo alinha interesses entre shopping e lojista: quanto maior o desempenho da operação, maior a receita do empreendimento. Por isso, o acompanhamento de vendas por categoria, piso e corredor é uma prática fundamental na gestão de shopping centers.

Fundo de promoção

O fundo de promoção é composto pelas contribuições mensais pagas pelos lojistas ao shopping e representa uma importante entrada financeira que está vinculada às ações de marketing do empreendimento. Embora esses recursos sejam administrados pelo shopping, eles possuem destinação específica para campanhas institucionais, eventos, ativações promocionais e iniciativas de divulgação. Na prática, o fundo funciona como um mecanismo coletivo de investimento em comunicação e promoção do shopping center.

Estacionamento

Em muitos empreendimentos, o estacionamento é uma das receitas operacionais mais relevantes. O faturamento pode vir de:

  • cobrança por hora;
  • diária;
  • mensalistas;
  • convênios;
  • serviços adicionais, como lavagem ou valet.

O desempenho do estacionamento costuma ter forte correlação com o fluxo de visitantes e com eventos realizados no shopping.

Merchandising

A comercialização de espaços de merchandising é uma fonte de receita cada vez mais relevante para os shopping centers. Tradicionalmente, essa receita vem da utilização de áreas de circulação para ações de marca e comunicação visual, como adesivos em corredores, escadas rolantes, espelhos de banheiros, carrinhos de bebê, tapumes, totens promocionais e outros pontos de contato com o visitante.

Esses formatos fazem parte do cotidiano do empreendimento e permitem que marcas e lojistas se comuniquem com o público durante toda a jornada de visita, aumentando visibilidade e reforçando campanhas promocionais e institucionais.

Nos últimos anos, o mercado passou a incorporar também as mídias digitais, ampliando o potencial comercial do shopping. Totens digitais, TVs em elevadores, telas em corredores e painéis eletrônicos permitem atualização rápida das campanhas, maior flexibilidade de negociação e melhor aproveitamento do inventário de mídia.

Quiosques e locações temporárias

Áreas comuns podem ser monetizadas como quiosques, operações temporárias e locações de curta duração. Essa modalidade oferece flexibilidade comercial e permite testar novas marcas com menor risco. Datas comemorativas, férias escolares e períodos de alta circulação costumam aumentar a demanda por espaços temporários.

A importância de controlar todas as receitas

O grande desafio da gestão financeira de shopping centers não é apenas receber os valores, mas controlar contratos, índices de reajuste, vencimentos, faturamento de lojistas, inadimplência e repasses.

Quando essas informações ficam dispersas em planilhas ou sistemas desconectados, aumentam os riscos de:

  • perda de receita;
  • cobranças incorretas;
  • atraso em reajustes;
  • dificuldade de auditoria;
  • baixa visibilidade gerencial.

Por isso, empreendimentos mais maduros utilizam sistemas integrados capazes de centralizar contratos, financeiro, faturamento, orçamento e indicadores operacionais.

No mercado brasileiro de shopping centers, o Grupo EASE se destaca por oferecer um ecossistema integrado que conecta ERP, BI e outras soluções para gestão do empreendimento. Isso permite uma visão consolidada das diferentes fontes de receita e maior controle sobre a performance financeira do shopping.

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