Reforma Tributária: o que muda?

Escrito por Grupo Ease

A Reforma Tributária já é considerada uma das transformações mais relevantes do sistema fiscal brasileiro nas últimas décadas. Mas, na prática, a dúvida mais comum entre empresas e gestores é direta: o que muda?

A resposta envolve mudanças profundas na forma como tributos serão cobrados, como créditos serão apurados e como empresas deverão se organizar para manter conformidade fiscal. Mais do que uma alteração técnica, a Reforma representa um novo modelo de arrecadação e controle, exigindo atenção redobrada das áreas fiscal, contábil e financeira.

Neste artigo, você vai entender de forma clara e objetiva o que muda com a Reforma Tributária, quais são os principais impactos e como as empresas podem se preparar para essa transição com segurança.

Qual o objetivo da Reforma Tributária?

O principal objetivo da Reforma Tributária é simplificar o sistema de tributação sobre consumo, reduzindo a complexidade atual e tornando as regras mais uniformes no país.

Hoje, empresas lidam com uma estrutura altamente burocrática, com diferentes legislações estaduais e municipais, exigências específicas e interpretações que variam conforme o local da operação.

Com a Reforma, a proposta é criar um modelo mais transparente e padronizado, trazendo benefícios como:

  • Redução de distorções no recolhimento de impostos.
  • Diminuição de conflitos entre estados e municípios.
  • Maior previsibilidade tributária para empresas.
  • Incentivo à formalização e competitividade.

Ou seja, quando se pergunta o que muda com a Reforma Tributária, o primeiro ponto é entender que o foco está em reorganizar e simplificar o sistema tributário brasileiro.

Quais as principais mudanças da Reforma Tributária?

A Reforma Tributária traz alterações estruturais que impactam diretamente o dia a dia das empresas. Ela muda não apenas quais impostos existirão, mas também a forma de cobrança, o aproveitamento de créditos e os processos fiscais internos. A seguir, veja as principais mudanças:

Substituição dos impostos  

Uma das mudanças mais importantes é a substituição de tributos atuais por novos impostos sobre bens e serviços.

A Reforma propõe a extinção gradual de impostos como:

  • PIS
  • COFINS
  • ICMS
  • ISS  
  • (e ajustes envolvendo o IPI, conforme regras específicas)

No lugar, entram dois novos tributos principais:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – de competência federal
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – de competência estadual e municipal

Além disso, também é criado o Imposto Seletivo (IS), voltado para produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

Essa substituição altera regras de apuração, obrigações acessórias e a forma como empresas organizam seus processos tributários. Por isso, compreender a Reforma Tributária passa diretamente por entender essa troca de tributos.

Cobrança no destino

Outra mudança relevante é o modelo de cobrança do imposto, que passa a ser baseado no destino da operação, e não mais na origem.

Na prática, isso significa que a arrecadação ocorrerá no local onde o produto ou serviço é consumido, e não onde foi produzido ou prestado.

Esse ponto tem impacto direto em:

  • Empresas que vendem para diferentes estados.
  • Operações com filiais e centros de distribuição.
  • Estratégias comerciais e logísticas.
  • Controle fiscal e escrituração

Portanto, ao analisar o que muda com a Reforma Tributária, é essencial considerar que o modelo atual de distribuição de receitas tributárias será alterado, exigindo mais controle e rastreabilidade das operações.

Não cumulatividade

A Reforma Tributária também reforça o conceito de não cumulatividade plena, permitindo que empresas aproveitem créditos de forma mais ampla e com regras mais claras.

No sistema atual, muitas empresas enfrentam restrições ou interpretações complexas sobre o que pode ou não gerar crédito tributário. Com o IBS e a CBS, a proposta é permitir que os créditos sejam apropriados de maneira mais objetiva, reduzindo distorções.

Na prática, isso pode gerar:

  • Maior previsibilidade na apuração de tributos.
  • Redução do efeito “cascata” de impostos.
  • Melhoria no planejamento tributário.
  • Impacto direto na precificação e margens.

Ou seja, para quem busca entender a Reforma Tributária, o tema dos créditos tributários será um dos mais estratégicos na tomada de decisão das empresas.

Emissão de documentos fiscais

A Reforma Tributária também exige mudanças na forma como documentos fiscais serão emitidos, registrados e interpretados.

A transição para IBS e CBS impacta diretamente:

  • Parametrizações fiscais nos sistemas de gestão.
  • Regras de tributação por produto ou serviço.
  • Escrituração fiscal e contábil.
  • Obrigações acessórias e validações eletrônicas.

Com isso, empresas precisarão atualizar rotinas e garantir que seus sistemas estejam preparados para atender às novas exigências, evitando inconsistências, multas e problemas em auditorias.

Essa é uma das mudanças mais sensíveis, porque afeta diretamente o operacional. Por isso, quando falamos em Reforma Tributária, a emissão de documentos fiscais está entre os pontos de maior atenção.

Por que a Reforma Tributária é considerada uma das maiores mudanças do sistema tributário?

As novas regras fiscais são consideradas as maiores mudanças do sistema tributário brasileiro porque não altera apenas alíquotas ou regras pontuais. Ela muda a lógica central do modelo de arrecadação sobre consumo.

Entre os principais motivos que justificam esse impacto, destacam-se:

  • Substituição de diversos tributos por um modelo unificado.
  • Padronização de regras fiscais em todo o território nacional.
  • Criação de um sistema com apuração mais transparente.
  • Necessidade de adaptação de empresas, sistemas e processos internos.
  • Transição gradual, com convivência entre o modelo antigo e o novo por anos.

Além disso, a Reforma exige que empresas atuem com mais planejamento, integração entre áreas e capacidade tecnológica para acompanhar mudanças legais e regulamentações.

Ou seja, entender o que muda com a Reforma Tributária não é apenas acompanhar notícias, mas sim compreender como essa transformação afetará diretamente o controle fiscal, o fluxo financeiro e até decisões estratégicas de expansão e investimento.

Como o Grupo EASE está apoiando empresas nessa transição

Diante de um cenário de mudança tão relevante, empresas precisam mais do que informação: precisam de estrutura, tecnologia e suporte confiável para atravessar o período de transição com segurança.

O Grupo EASE, com mais de 30 anos de experiência no desenvolvimento de soluções para gestão, acompanha de perto todas as atualizações relacionadas à Reforma Tributária e atua para garantir que seus clientes estejam preparados para atender às novas exigências.

Esse apoio envolve:

  • Atualização contínua dos sistemas para adequação às novas regras.
  • Suporte especializado para orientar as empresas durante a transição
  • Modernização de processos fiscais, contábeis e financeiros.
  • Integração de dados para reduzir retrabalho e inconsistências.
  • Relatórios estratégicos que ajudam gestores a tomar decisões com base em indicadores.

Com soluções como o E.net, o Grupo EASE fortalece a gestão fiscal e financeira das organizações, oferecendo tecnologia capaz de acompanhar mudanças legais e manter a operação segura, eficiente e preparada para o futuro.

A Reforma Tributária já começou a redefinir o mercado. E, para empresas que desejam manter competitividade, a adequação se faz necessária. Se sua empresa precisa de apoio para se preparar para esse novo cenário, conte com o Grupo EASE para atravessar essa transição com mais controle, segurança e inteligência de gestão.

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